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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL


Enfim chegou o grande dia. Dia em que todos os cristãos se alegram e cantam como os anjos por ocasião do nascimento de Jesus: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados. Falar de Jesus é maravilhoso. 

Falar sobre Jesus é sentir a alma transbordar de amor porque Ele foi o maior exemplo de humildade e amor existente em toda a história da humanidade. Sobre Ele está escrito:


Isso está escrito no Antigo Testamento. No Novo Testamento, o anjo Gabriel anunciou a Maria que ficaria grávida e apareceu a José dizendo:


Só o Senhor Jesus recebeu o poder de perdoar pecados e nos dá vida eterna. Antes dele, estávamos condenados. Por isso, seu nascimento é de enorme significado para todos que aceitaram o sacrifício feito na cruz. 

Então, neste natal, desejo a todos os meus amigos virtuais a paz do Senhor e orem agradecendo por termos o privilégio de termos sidos escolhidos como filhos de Deus. Que o nome do natal seja para vocês, o nome do menino. 

Abraços fraternos a todos.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SERENIDADE


Faça como os passarinhos 
que saúdam o novo dia,
cantando alegremente.
Deixe a ansiedade da euforia 
que te impulsiona num afã
a buscar freneticamente 
por coisas irrelevantes e vãs.
Abandone a fúria que quer te dominar.
Acalme-se ... 
invista no equilíbrio interior.
Não perca o foco de espalhar 
a fé por aonde for.
Tenha em mente que a vida perde o significado,
se nela não houver também a plenitude do amor.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

NO DESERTO



É tarde ... é madrugada,
tudo é escuro e sombrio
e eu sozinha e calada,
sinto na alma o vazio.
No deserto interior,
vago por horas a fio
sem saber pra onde vou,
neste instante que vivo.
Mas não lamento por nada,
e neste caminho prossigo,
pois já conheço a jornada
desse lugar tão antigo.
Chega um momento na vida
em que todos passarão,
nesta estrada esquisita
que chamam de solidão.



sábado, 13 de dezembro de 2014

BELEZA NÃO PÕE MESA



Como sou pragmática, essa é uma das expressões preferidas por mim. Andei respondendo muitas perguntas no Yahoo de pessoas que se acham feias e por isso algumas afirmaram que, por se acharem tão feias, pensam em suicídio. 

Numa sociedade capitalista que estipula  padrões de beleza quem não se sente enquadrado nos perfis dos artistas de novelas e de capas de revista, fica se sentindo infeliz e essa infelicidade se torna um problema mental em forma de obsessão. 

Quero acreditar que essa ideia fixa de suicídio seja passageira e provenha de adolescentes que, nessa fase, se deixam deslumbrar pelo fascínio do irreal. Sabemos que na realidade, a beleza de muitas celebridades é devido à maquiagem, pois sem esse artifício, ao natural, não passam de rostos comuns. 

Lembro-me de uma aluna cujo colega muito paquerado pelas garotas chamou-a de projeto de mulher muito feia. Sorrindo, ela respondeu que não vivia de elogios e sim de competências intelectuais das quais ele era desprovido. 

Realmente, o garoto vive uma fase em que está totalmente empolgado com a conquista de garotas e já está reprovado. Desse modo, a garota respondeu com segurança, mas nem sempre é assim que acontece; há pessoas que chegam a falar para os quatro ventos o quanto se acham feias. Isso se deve ao complexo de inferioridade que acomete muita gente. 

É preciso que essas pessoas entendam que os outros nos verão conforme o conceito que temos de nós mesmas, somos então, produto do que pensamos, porém se além de termos uma opinião depreciativa sobre nós, ficarmos nos colocando verbalmente para baixo, a imagem que farão de nós será negativa. 

Diante dessa situação, é mister mudar o conceito ruim visto que cada pessoa tem sempre algo especial e é em cima dessas qualidades que deve trabalhar. Além disso, o que é feio para alguns, pode não ser para outros. O importante é aprender a se cuidar e principalmente, a se amar, sem se importar com a opinião dos outros.

Abraços



domingo, 7 de dezembro de 2014

SENSIBILIDADE


Tudo é silêncio:
silêncio que fala
da minh'alma que vaga
por lugares baldios
rumando ao nada,
sentindo esse frio
que é forte e maltrata.
No silêncio que faz
no deserto da vida
carrego o que é meu,
esse meu coração
que sofre por ti
que já me esqueceu.



domingo, 30 de novembro de 2014

PALAVRAS, PALAVRAS ...


Palavras duras, palavras duras,
são ofensivas, trazem amarguras,
saem de bocas envenenadas,
abrem feridas que não têm cura.
Fixam forte no pensamento,
ficam na mente como tortura.
Não são palavras ditas ao vento,
pois a boca fala do que vem do coração.
Palavras têm esse poder:
-de entristecer
-de enaltecer
-ou simplesmente
-fazer morrer.
Palavras que edificam,
fortalecem e levantam,
o mais fraco sofredor.
Mas palavras ultrajantes,
matam aos poucos  o amor.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

VIVER

Assim vamos nós:
às vezes juntinhos,
às vezes a sós.
Chorando ou sorrindo,
amando ou perdendo.
Não importa o caminho
florido ou de espinhos,
precisamos seguir.
Caindo aqui, se erguendo ali,
sofrendo e vivendo
vencendo ... vencendo ...
virando a página,
olhando pra frente,
o importante é viver.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Uma longa noite


Nada vai bem quando não estamos com saúde. Esta noite foi longa porque não consegui dormir devido a dores pelo corpo todo. Mas são nessas horas que devemos ser pacientes, pois não adianta se apavorar ou se desesperar; ainda estou sob reflexo dessa noite mal dormida, porém estou certa de que vai passar. Entrei aqui rapidinho visto que preciso dormir. O que me acalenta é isto: 

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações." 
(Salmo 46:1) 


domingo, 16 de novembro de 2014

O DESCONHECIDO


Lá estava eu, lendo meu livro, esperando o sono chegar e da janela do meu quarto, podia ver a beleza da noite, repleta de estrelas, ornamentada com um lindo luar. Vez em quando, parava a leitura para admirar esse panorama fantástico. Enquanto isso, mamãe, no quarto ao lado, ouvia músicas clássicas e colocava em ordem um antigo baú, herança de minha avó. Repentinamente, tive a impressão de ouvir baterem à porta e fiquei pensando quem poderia nos visitar naquela hora imprópria? Enquanto meditava, fui até a sala e abri a janelinha que ficava na porta de entrada e timidamente perguntei em tom baixo: 
- Boa noite, quer falar com alguém?
- Com você! Respondeu prontamente o homem que estava na varanda.
- Comigo? Desculpe, mas não conheço você, bateu na porta errada.
- Não, é com você mesmo que preciso falar.
- A esta hora da noite, não posso sair. Volte mais tarde durante o dia.
Cabisbaixo, o homem foi se retirando vagarosamente muito entristecido. Sem fazer barulho, voltei para o meu quarto inquieta e curiosa para saber o que aquele homem queria me dizer, então sem pensar, num ímpeto, troquei de roupa rapidamente, abri a porta e gritei:
- Ei, espere, vamos conversar aqui na varanda de casa!
Olhando para trás, o desconhecido apressou os passos e me abraçou como se me conhecesse há muito tempo e sorrindo  começou a contar que finalmente havia encontrado a mulher que habitava seus sonhos e isso só foi possível porque me viu saindo da faculdade. Eu ouvia a tudo atentamente e de certa forma, feliz visto que aquele desconhecido me fazia sentir muito bem naquela noite maravilhosa. Em poucas horas, ele me contou toda a vida dele e a tudo eu ouvia atentamente. Como as horas passassem rápidas, combinamos de nos encontrar mais tarde, para ele conhecer mamãe e depois jantarmos num restaurante à beira do mar. Então, seus lábios tocaram os meus docemente e ele se foi. Feliz da vida, entrei no meu quarto e mal me deitei ouvi um grito vindo da cozinha: 
- Acorda, Marina, já passam das sete da manhã, você precisa ir à faculdade!
Nossa! Quase caí da cama! Tudo não passou de um sonho e eu precisava me apressar para não perder a primeira aula porque a realidade, essa sim,  estava à minha espera.


sábado, 8 de novembro de 2014

PLANTANDO E COLHENDO


Há pessoas que cometem um erro e não fazem uma reflexão do quanto isso fez mal aos outros e prosseguem nesse caminho por um bom tempo. Com esse comportamento vão, aos poucos, afastando as pessoas de si, visto que os que se sentem prejudicados, por mais que os amem, passarão a se sentirem mal perto delas. Muitas vezes, a situação de abandono será feita pelos próprios pais que, para se protegerem, vão preferir o afastamento do que conviver com uma pessoa violenta e desrespeitosa. Nem todos, claro, agirão dessa forma, mas do jeito que a situação anda, ninguém quer se tornar vítima de uma Suzane Richthofen que não queria nada com estudo e trabalho e para não ter que se esforçar, mesmo os pais proporcionando-lhe uma vida de mordomias, arquitetou a morte dos pais os quais foram assassinados de forma covarde enquanto dormiam. O que ela cometeu foi um erro gravíssimo, por isso, cumpre as consequências de sua ganância e maldade. É preciso reprimir pensamentos doentios e ao mais pequeno erro que se cometa, trate de não repeti-lo porque quem prossegue no caminho do erro, vai chegar a um momento em que colherá os frutos da amargura que semeou aos outros. E como é dura a colheita! As pessoas colhem e nem se dão conta do motivo de estarem colhendo,pelo contrário, há quem ainda fique maldizendo a Deus pelos infortúnios que semeou para si. Portanto, convém não só ficarmos atentos para o tipo de semeadura feita no 'agora', como também mirarmos o caminho em que estamos percorrendo, haja vista que nem sempre o caminho que nos dá satisfação e prazer é o caminho  do bem; isso já foi dito há muito tempo a.C: 

"Há caminhos que parece direito ao homem, mas o seu fim são caminhos de morte". 
[Provérbios 16:25]


O que quero deixar claro por aqui é que somos responsáveis por tudo o que plantarmos, isto é, quem planta sementes do bem, colherá o bem, quem planta semente de maldade, colherá maldade e não podemos esquecer de que essa colheita será sempre EM ABUNDÂNCIA. A natureza é a prova disso: plante uma semente de goiaba e obterá um pé de goiabeira, sendo que cada fruto, terá muito mais que uma semente, e a goiabeira produzirá os frutos por muitos anos. Portanto, prestemos atenção em que tipo de semente estamos semeando, pois saberemos com certeza o que receberemos no futuro. Abraços, boa noite, paz e bem a todos.


domingo, 2 de novembro de 2014

VINGANÇAS?


Há momentos em que estamos vivendo momentos bons, quando somos surpreendidos por acontecimentos que nos conduzem a um caminho escuro e solitário. Tais acontecimentos são provenientes, não raras vezes, de pessoas que estão muito próximas a nós. Atitudes desonestas que nos prejudicam, abalam nosso equilíbrio emocional e nos lançam a um desgosto perante a vida ao ponto de nos enxergamos inseridos no universo tenebroso de nossa mente; entretanto, independente do quanto nos sentimos injustiçados, lá fora, faz um lindo dia de sol para justos e injustos. Não convém ficarmos nesse estado de espírito carregando fardos dos outros nos ombros, haja vista que quanto mais pensarmos na criatura que nos prejudicou, mais distante encontraremos a saída a qual nos conduzirá à claridade de uma vida normal. Quando eu era adolescente, conheci uma velhinha chamada Sofia, Sofia significa 'sabedoria' e eu fui passar um mês na casinha onde ela morava. Eu a vi passar por situações que eu, no ímpeto da minha imaturidade, jamais aceitaria, tampouco me calaria diante de ofensas; na época, fiquei indignada, mas ela me explicava afavelmente a importância de viver os ensinamentos de Cristo, pois isso resultaria numa vida de paz, longevidade e harmonia. Por muito tempo, fui justamente o oposto dela, até cair muito doente, momentos em que pude fazer uma reflexão sobre o meu comportamento diante de injustiças e coisas que não aceitava. O que aprendi nessa fase, valeria anos de tratamento psicológico e uma das aprendizagens está contida no provérbio popular o qual afirma esta verdade: 'o mal por si se destrói'. Aliás, no que concerne às pessoas perversas, assim está escrito em Prv. 6:14:"...têm no coração o propósito de enganar; planejam sempre o mal e semeiam a discórdia." Por isso, é preciso sabermos em quem confiar. 


Portanto, passe por cima do que fizeram a você, pois tais pessoas estão preparando o próprio veneno para beber. Entregue esta pessoa a Deus e esqueça o mal praticado por essa pessoa. Não perca o sono e o tempo com isso, pois há uma mensagem bíblica que nos conforta:


Essa mensagem vai para uma pessoinha muito especial na minha vida. Lindo domingo a todos.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CRENÇA E DESCRENÇA


As palavras acima foram escritas pelo profeta Isaías que teria vivido entre 765 a.C e 681 a.C o qual é considerado um dos maiores profetas bíblicos pela precisão dos fatos que previu. Ele foi o profeta messiânico por ter anunciado a vinda de Jesus a esta terra. Vejamos as profecias acerca de Jesus:

- A virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel que significa Deus Conosco.
- Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e experimentado nos trabalhos. - Se abrirão os olhos dos cegos.
- Porei sobre os seus ombros a chave da casa de Davi. 
- Designaram-lhe a sua sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte.
- Tragará a morte para sempre.

E foi ele, Isaías quem também disse: "Seca-se a erva e caem as flores, mas a palavra de Deus permanece eternamente." Notamos que o tempo vai passando, contudo a palavra de Deus resiste ao tempo, provando com isso, as palavras ditas por Jesus: "Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão." 

E por que há tanta incredulidade com relação a Deus? A resposta vem da Bíblia:
"... porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus." (João 12:43)

Em outras palavras, reverenciam os filósofos, os cientistas, meros homens terrenos  os quais têm seu valor sim, mas jamais comparados com o resplendor e incomensurável bondade de Deus que tudo criou. Ao longo da nossa vida, temos a liberdade de escolha entre a crença e a descrença e é essa escolha que determinará para onde vamos quando se findar a vida terrena. O conselho que recebemos em vida é este:



Esta é a promessa de Jesus. Depois da morte, não haverá mais tempo de escolha, o tempo da salvação é agora, não perca tempo, pois amanhã poderá ser muito tarde. Bom dia!


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

INQUIETAÇÃO - O Vírus Ebola

Cá estou pensativa, aqui no meu cantinho, meditando sobre o que vem acontecendo na aldeia global. Com a força da tecnologia, diminuiu-se as distâncias e rapidinho entro em contato com o que se passa no mundo. Os conflitos vindos do Oriente preocupam, a miserabilidade em que se encontra a África comove, a violência no seio da família que chega a levar pais a assassinarem filhos e filhos  a assassinarem pais parece indicar que a humanidade caminha para o caos. Aliado a essas coisas medonhas, o desamor, a falta de valores morais e o desrespeito para com a vida humana é a marca do século XXI. E para completar a multiplicação da iniquidade, existem ainda dois itens que não passam despercebidos: as drogas e o aparecimento desse vírus mortal, o ebola, que por onde passa, vai deixando um lastro de morte. Estaremos nos aproximando do fim? Hoje 16/10/2014 comecei a pensar sobre isso. Mesmo com todo o avanço da ciência, os estudiosos não conseguiram descobrir o medicamento que eliminasse o vírus da AIDS e a solução para quem leva uma vida com variedades de parceiros é a prevenção. Entretanto, não temos nenhuma notícia auspiciosa com relação ao vírus, pois atualmente não existe qualquer tratamento aprovado para esse inimigo invisível.

As imagens abaixo falam por si:




Essa é a realidade, não dá para simplesmente querer viver alienada diante dessa doença que, se não for detida, poderá se tornar uma epidemia mundial. Há quem diga que o vírus é produto de laboratório para conter o aumento expressivo da população mundial. Não creio que essa suposição proceda visto que o vírus já está ultrapassando fronteiras, saindo de seu país de origem: a África. Hoje meditei no que está escrito na Bíblia no evangelho de Lucas que assim escreveu as palavras ditas por Jesus no cap. 21, 9-11:

"Quando ouvirem falar de guerras e rebeliões, não tenham medo. É necessário que primeiro aconteçam essas coisas, mas o fim não virá imediatamente. Então lhes disse: Nação "se levantará contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu."

Logo, tudo o que está acontecendo faz parte da profecia que Jesus nos deixou. Mas ainda não será o fim porque o dia e a hora do grande epílogo da história da humanidade somente Deus sabe. Todavia convém ficamos alerta ao conselho de Jesus:

"Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós inesperadamente. Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra." 
Lucas 21:34-35.


Abraços fraternos a quem veio visitar o blog. 


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Análise do conto Um Homem Célebre, de Machado de Assis


Um homem célebre é um dos dezesseis contos de Machado de Assis que faz parte da obra Várias Histórias, publicada em 1896. Como sempre, Machado vai nos apresentar o conflito interior vivenciado pelo personagem Pestana que queria muito ser uma celebridade de música à nível internacional de Mozart, Beethoven, Bach e Schumman. Para entender a história, veremos agora os aspectos principais da estrutura do conto:

FOCO NARRATIVO - é feito em terceira pessoa com a narração feita por um narrador onisciente, aquele que conhece a alma dos personagens:

"E aí voltavam-se as náuseas de si mesmo, o ódio a quem lhe pedia a nova polca da moda ..."

TEMPO CRONOLÓGICO -  1871 e 1885, entre a publicação da primeira polca de Pestana e  o falecimento dele:

"Pestana, quando compôs a primeira polca, em 1871, quis dar-lhe um título poético, escolheu este: Pingos de Sol."

"Assim foram passando os anos, até 1885."

O conto não segue a ordem cronológica, isto é, não apresenta inicialmente a história de Pestana, mas sim o ano em que o personagem está no auge do sucesso, 1875:

"... cinco de novembro de 1875 ... "

Essa é uma característica própria do estilo machadiano.

ESPAÇO GEOGRÁFICO - A casa de Pestana é o ambiente que prepondera no conto:

"Em casa respirou. Casa velha, escada velha, um preto velho que o servia e que veio saber se ele queria cear."

PERSONAGEM PRINCIPAL - Pestana
PERSONAGENS SECUNDÁRIOS - a esposa tísica Maria e o editor das músicas que Pestana compunha.

ENREDO 

No conto Um homem célebre, Machado de Assis narra a história de Pestana, um homem de sucesso, conhecido pela população por ser compositor de músicas dançantes de ritmos ligeiros cujo estilo é chamado de polca, pois tem origem polonesa. Apesar do sucesso e do reconhecimento público, que odeia, o personagem vive a frustração de não conseguir compor músicas antigas no estilo dos grandes artistas clássicos. O que vamos ler, no decorrer do conto, é o Pestana queimando a pestana para conseguir realizar o sonho de compor uma música extraordinária no estilo clássico e essa será a obsessão dele ao longo do conto. Não há referência à família do personagem, apenas sabe-se que ele recebeu a educação de um padre que gostava tanto de músicas sacras quanto de músicas profanas. Os fofoqueiros da época afirmavam que o padre era o pai do nosso personagem. 

COMENTÁRIOS - De início, percebemos a presença da ironia machadiana ao relatar sobre a possível paternidade de Pestana, pois se ele fosse realmente o filho do padre, herdou o dom de compor músicas profanas, como a polca que é um ritmo fácil de compor. Quanto ao tema, refere-se à frustração e o desejo ambicioso de se tornar reconhecido como um compositor clássico, não de músicas cujo sucesso fosse efêmero. A marca registrada do conto é a busca da perfeição de Pestana e essa busca vai culminar sempre num drama pessoal porque nenhuma das tentativas que faz irá produzir o efeito esperado por ele visto que só consegue criar as polcas que tanto detesta. Outro detalhe a ser destacado é que Pestana fez todas as tentativas para realizar essa vontade de ser um compositor imortal, chegando a casar com a Maria, cantora e doente na esperança de conseguir inspiração para compor saindo do celibato. Mas não adiantou, vendo que não conseguia, chegou a tentar um suicídio o qual não foi levado a cabo por causa de um guarda que o impediu de se deitar à espera do trem que passaria logo. Por fim, chega a hora da morte e aqui temos mais um comentário irônico de Machado: "... expirou na madrugada seguinte, às quatro horas e cinco minutos, bem com os homens e mal consigo mesmo." E eu, que li o conto, fiquei pensando na ojeriza que Pestana sentia diante do dom que tinha para compor sucessos populares inocentes, enquanto atualmente a maioria dos sucessos do momento maculam a música popular brasileira

Boa noite. Beijos


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Recordações


A brisa da madrugada, 
refresca e acalma minh'alma
levando-me a um tempo
que não voltará jamais.
O tempo em que eu usava tranças
nos longos cabelos compridos
nos tempos idos da infância.
Houve um dia em que a vizinha
fez um estranho penteado
passando muito laquê
dizendo solenemente
que eu seria a rainha
de um concurso de beleza.
Com esse laquê, pensei eu,
serei rainha dos ETs,
Os moleques curiosos
com seus risonhos olhos,
estavam muito curiosos
e vez por outra falavam
alguns sinceros gracejos.
Depois da tal solenidade,
ficou difícil retirar
aquele terrível laquê.
E lá se ia eu, engraçada,
com o enorme penteado
andando envergonhada,
com meus cabelos espetados.
Hoje ao recordar
dessa fase de minha história
revejo a criança que fui
no álbum da minha memória.

Ótimo fim de semana a todos.

domingo, 5 de outubro de 2014

Conscientização



Precisamos urgente de mentes
engajadas com a restauração da
moral em todo território nacional!
- Chega de corrupção política!
- Chega de tanta violência!
- Chega de invasão da nossa privacidade
que rouba das crianças a inocência!
É preciso que se banhe essa nação com águas
límpidas e transparentes da moralidade. 
É preciso investir forte na educação para
que possamos formar futuros cidadãos!
É preciso banir todo ser pífio e desonesto do poder
para que tenhamos esperança no futuro,
não seguindo por caminhos incertos e obscuros!
Precisamos de um governo novo
voltado para o povo 
não para as minorias
historicamente privilegiadas!
Precisamos renovar, lançando a semente 
da honestidade no coração de cada mente infantil, 
pois serão essas crianças que governarão esse imenso Brasil!


Boa noite e que Deus nos proteja!

sábado, 27 de setembro de 2014

Análise da poesia - Vandalismo, Augusto dos Anjos


Meu coração tem catedrais imensas, (A)
Templos de priscas e longínquas datas, (B)
Onde um nume de amor, em serenatas, (A)
Canta a aleluia virginal das crenças. (B)

Na ogiva fúlgida e nas colunatas

Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templários medievais (C)

Entrei um dia nessas catedrais  (C)
E nesses templos claros e risonhos... (D)

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,

No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
(Eu, Augusto dos Anjos)

O poeta Augusto dos Anjos escreveu um única obra poética, Eu, publicado em 1912. Não teve o merecido reconhecimento na época em que viveu pelos temas polêmicos que escrevia, sendo temas principais: a obsessão profunda pela morte, a negação da vida material e a decomposição do corpo, daí a alcunha de o Poeta da Morte. Faleceu aos 30 anos em 1914.

Comentários
O poema acima é estruturado em forma de soneto, ou seja, dois quartetos e dois tercetos e o esquema rítmico feito nos quartetos em ABAB e nos tercetos CCD. A linguagem é formal e por isso, é importante atentar para o significado de determinadas palavras:

Vocabulário
Vandalismo - destruição
Prisca - antiga, que pertence ao passado
Nune - divindade, poder celeste
Ogiva - arco diagonal de uma abóbada gótica
Templário -  membro de uma antiga ordem militar fundada em 1119 em Jerusalém.
Gládio - espada
Hasta - lança
iconoclasta - destruidor de imagens ou ídolos. 

Comentário
Na primeira estrofe o eu lírico se refere a catedrais antigas que habitam em seu coração, sendo a divindade principal, o amor verdadeiro e essencial. Na segunda estrofe o eu lírico vai descrevendo a beleza desse sentimento que ilumina a vida. Todavia, no primeiro terceto, surge o templário que invade esse coração, uma metáfora para a paixão devastadora que domina o sentimento puro com o gládio e a lança, armas simbolizando o ímpeto do desejo carnal. No último terceto, temos o triunfo da paixão sobre o amor, refletindo o conflito do eu lírico entre o desejo carnal e o amor - o que é muito comum acontecer visto que incontáveis indivíduos abdicam do amor para sucumbir a um verdadeiro temporal da paixão. Vale frisar que todo temporal é passageiro, bem diferente do indelével sentimento do amor.  


Bom dia - paz e bem.




terça-feira, 23 de setembro de 2014

Viajando ao passado: análise - Conto de Escola (Machado de Assis)


A literatura nos permite voltar ao passado e refletir sobre costumes da época em que o escritor está inserido. Nesse conto, a história narrada tem como contexto histórico o fim do Império, a Abolição dos Escravos e a Proclamação da República.

O foco narrativo é feito em primeira pessoa:

"Naquele dia - uma segunda-feira, do mês de maio - deixei-me estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã."

Espaço geográfico - Uma escola no Rio de Janeiro.

Tempo cronológico -  1840

"O ano era de 1840. Naquele dia - uma segunda-feira, do mês de maio - deixei-me estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã. 

Personagens:

Pilar - o narrador protagonista da história que narra fatos acontecidos quando era criança. Podemos afirmar que não era um aluno exemplar visto que gostava de matar aula, embora fosse inteligente nos assuntos das aulas.
Policarpo - severo professor da época que usava palmatória para corrigir os alunos. Era temido por eles.
Raimundo - filho do professor. Aluno que sentia dificuldade em assimilar as lições, porém faria tudo para demonstrar que entendia do assunto porque o pai era muito mais rigoroso com ele.
Curvelo - colega de classe de Pilar e Raimundo, o delator da história.

ENREDO

O conto narra um fato ocorrido na infância de Pilar que relembra o momento em que foi flagrado pelo colega Curvelo, ensinando a lição a Raimundo que sentia dificuldade de aprendizagem; em troca dessa ajuda, Raimundo daria uma moedinha de prata ao colega. Por esse motivo considerado suborno pelo professor, ambos foram punidos duramente com doze bolos dados diante de todos, na sala de aula, causando constrangimento, dor e humilhação nos dois meninos. Isso aconteceu porque o suborno envolvia diretamente o filho do professor e o protagonista do conto que resolveu dar uma surra em Curvelo após o término da aula. No entanto, Curvelo se escondeu não sendo encontrado por Pilar.

COMENTÁRIO

Durante a leitura desse conto, vamos adentrando no universo da educação tradicional que perdurou por muito tempo nos colégios brasileiros. Logo no início do conto, o personagem Pilar não está disposto a ir à escola, antes preferiria matar aulas. Entretanto, já havia feito isso, tendo o pai descoberto e dado-lhe uma surra com vara de marmeleiro. Ao lembrar da surra, nosso personagem conclui que o melhor é ir à escola. Percebemos nesse fato uma crítica machadiana à escola que causava repulsa e motivo de evasão escolar visto que Pilar era inteligente, porém sentia-se atraído mais pelos colegas de rua do que pelo ambiente anti democrático da escola; ambiente esse onde o professor era dono exclusivo do conhecimento, não permitia questionamentos cuja autoridade deveria ser respeitada mediante o medo que incutia nos alunos através de severos castigos. Podemos notar também que pessoas como o garoto Curvelo está presente em todos os âmbitos da sociedade: dedo duro, capaz de trair os colegas apenas para ganhar mérito em cima das desgraças alheias. Quanto a atitude do professor, creio que na verdade, sentiu-se humilhado por ver que o filho não assimilava as lições que ele passava, entretanto, era capaz de aprender com a ajuda de um simples colega de sala. Por esse motivo castigou os garotos. Depois dessa punição, Pilar volta à escola no dia seguinte disposto a encontrar a moedinha que o professor jogou pela janela quando estava em fúria. Contudo, ao ver um batalhão de fuzileiros passando preferiu segui-los, matando mais um dia de aula. O conto termina com o garoto afirmando que foi justamente com Raimundo e Curvelo que teve o primeiro conhecimento sobre corrupção e delação. Concluo que Machado de Assis ficaria perplexo se vivesse nessa época ao ver o quanto a corrupção e a delação tomaram proporções gigantescas tanto na vida social quanto política e econômica nesse imenso país que é o Brasil.

Boa noite



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